Corria, provavelmente para alguém
Com quem tinha marcado às dez, pensei eu
Uma vez que as coisas tendem sempre
A pousar nas horas certas
E quando por mim passou, veloz
Olhei, quem sabe porquê, o meu relógio
Que me dizia qualquer coisa:
São dez e sete
Sei o porquê de nessa manhã
Me terem voltado a brilhar os olhos
Dez e sete em mim, são sempre
E Tu, Tu, és Quem me espera.